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Timor/Eleições:Partido Democrático admite viabilizar Governo de Xanana Gusmão
09 de Julho de 2012, 21:02
Díli, 09 jul (Lusa) - O Partido Democrático (PD) admitiu hoje que poderá fazer uma coligação com o Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste, de Xanana Gusmão, vencedor sem maioria absoluta das legislativas de sábado no país, para a formação do governo.
"O PD deve associar-se com o CNRT para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo IV governo", afirmou António da Conceição, secretário do Conselho Político Nacional do PD, partido que ficou em terceiro lugar nas eleições e que integra a atual coligação governamental liderada por Xanana Gusmão.
Segundo António da Conceição, o PD está a definir as condições de um futuro governo, sublinhando que tem de ser "credível, íntegro e ter respeito público".
"Tem de ser um governo de credibilidade para dar resposta às promessas feitas durante a campanha eleitoral", afirmou António da Conceição.
Uma coligação com o PD, que obteve oito dos 65 lugares no parlamento nas eleições sábado, poderá dar ao CNRT, que elegeu 30 deputados, a maioria necessária para fazer governo, mas o partido de Xanana Gusmão ainda vai discutir os possíveis cenários.
O secretário-geral do Conselho Nacional de Reconstrução (CNRT) de Timor-Leste, Dionísio Babo, disse hoje à Lusa que o partido vai reunir na terça-feira para discutir possíveis cenários e só depois iniciará os contactos com os partidos.
"Amanhã (terça-feira) vai haver uma reunião do Conselho Político Nacional para discutir possíveis cenários, depois vamos ouvir as estruturas distritais e só depois é que vamos iniciar contactos com os partidos", afirmou Dionísio Babo.
Segundo o secretário-geral do CNRT, as condições do partido para uma coligação passam por manter o Programa Estratégico de Desenvolvimento, respeitar a estrutura do Governo e haver um compromisso de não abandono do executivo durante o mandato.
O CNRT, do atual primeiro-ministro, Xanana Gusmão, venceu sem maioria as legislativas de sábado, obtendo 30 dos 65 lugares do parlamento timorense.
A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), do antigo chefe de governo Mari Alkatiri, e que conseguiu 25 assentos parlamentares, também já disse estar disponível para contribuir para uma aliança programática.
"A nossa posição é clara nós estamos prontos para contribuir para que a governação seja credível, competente e para que a credibilidade de Timor-Leste possa subir para um patamar mais sólido", afirmou Mari Alkatiri.
Segundo Mari Alkatiri, a Fretilin está aberta a uma aliança programática em que o governo não será só do CNRT, mas da aliança.
"Poderá ser um governo de grande inclusão, onde todos estejam no governo, mas com o compromisso de que o parlamento seja dinâmico com capacidade de contribuir para melhorar a postura do governo", disse.
A Frente Mudança, do vice-primeiro-ministro José Luís Guterres, partido nascido de uma cisão da Fretilin, obteve dois mandatos no parlamento nacional de Timor-Leste.
A Comissão Nacional de Eleições irá iniciar brevemente o apuramento nacional para depois entregar os resultados ao Tribunal de Recurso para os validar e anunciar oficialmente os resultados do escrutínio.
MSE.
Lusa/Fim